
Contexto: A esquizofrenia é uma das mais intrigantes doenças psiquiátricas e, talvez por isso, a mais pesquisada, com
grandes avanços sobre sua fisiopatologia no último século. Objetivo: Revisar os principais avanços na compreensão
fisiopatológica da esquizofrenia. Método: Revisão da literatura para cada tópico proposto a partir de artigos levantados
no Medline e/ou considerados importantes a partir da experiência dos autores. Resultados: A hipótese dopaminérgica
representa uma das primeiras teorias etiológicas e permanece até os dias atuais como uma das que apresenta
evidências mais consistentes. No entanto, essa teoria falha em explicar a história natural, os prejuízos cognitivos e as
alterações estruturais encontradas na esquizofrenia. A demonstração de estudos epidemiológicos de fatores de risco
genéticos e ambientais, somados aos estudos neuropatológicos e de neuroimagem, sugerem um modelo interativo em
que inúmeros fatores atuam conjuntamente para alterações mais globais do desenvolvimento cerebral. Conclusão:
A compreensão fisiopatológica da esquizofrenia avançou bastante no último século, evoluindo de teorias etiológicas
unicausais para modelos mais complexos que consideram a interação de inúmeros fatores genéticos e ambientais. (ver en: http://www.scielo.br/pdf/rpc/v34s2/a10v34s2.pdf)